Confissões de uma Professora


07/03/2009


Um e-mail do Loyola

Não! Isso é muita emoção!!! O Loyola acaba de responder meu e-mail de agradecimento!

Marisa,

Aquela noite com a sua turma valeu tanto quanto ganhar o Jabuti de Melhor Ficção com
O Menino que Vendia Palavras.
Viva, viva.
Ignacio

Escrito por Marisa às 19h07
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O Jardineiro e o Agricultor

Era uma vez um dócil Jardineiro. Aquele das fábulas, que fala com as rosas para que elas cresçam muito bonitas. Ele gostava muito de seu jardim, embora algumas flores, às vezes, o espetassem com seus espinhos. Havia outras que perfumavam seus cabelos e embeveciam os seus olhos.

 

O Jardineiro cuidava de um canteiro de hortaliças, além de um pomar que produzia muitas frutas. Algumas frutas eram feias, disformes, mas, em geral, eram saborosas. Outras frutas eram envenenadas, mas eram colhidas com carinho e descartadas. O Jardineiro mudava o esterco, regava com mais carinho, até que a qualidade das frutas voltasse ao normal.

 

Algumas vezes, também, o Jardineiro errava. E algumas mudinhas morriam antes de desabrochar. Mas aquilo fazia parte de seu trabalho, um trabalho que lhe tomava o dia todo e, às vezes, parte da noite também. Ele sempre ia dormir muito cansado, com as pernas doloridas e as mãos calejadas, mas feliz por ter estado em contato com a terra o dia inteiro. E o Jardineiro passava os dias sorrindo e cantando. Jamais se vira o Jardineiro triste, mesmo durante as piores tempestades.

 

Toda aquela alegria e cheiro de terra incomodava o Agricultor Sombrio. Para ele, o Jardineiro era um idiota. Onde é que já se viu saborear frutas feias? As frutas devem ser lindas para que possam ser vendidas. Não interessa o gosto! Além disso, tudo assim, ao ar livre, era coisa errada, caseira demais. Tudo deveria ficar em estufas, protegido, para que lindo ficasse. Venenos para as pragas, saquinhos nos figos.

 

Muitas vezes o Agricultor tentou convencer o Jardineiro de que ele procedia de maneira incorreta, segundo o Acordo Próprio Ortodoxo Sem Trégua Institucionalizado Legal e Adaptado. Aliás, o Jardineiro odiava o Acordo, não via nele nenhum sentido, além de garantir os lucros na hora da venda.

 

O Jardineiro se alimentava com o que produzia e ganhava um salário do Proprietário, que era um negociante de mudas. Para o Jardineiro, bastava que as mudas tivessem muita energia e vida. Já as plantas mais crescidas, que começavam a dar os primeiros frutos, que pudessem ser recuperadas quando vítimas de alguma imperfeição. Por isso se esmerava na produção de adubos cada vez mais elaborados. Não se preocupava em pôr saquinhos nas frutas, porque lhe agradava o convívio com os pássaros. E quando a casca das frutas estava feia, ele a retirava para comer o conteúdo sempre muito saboroso.

 

Certa feita, discutiram agressivamente. O Agricultor atirou o Acordo no Jardineiro, ferindo-lhe o rosto. Até mesmo a Rosa ficou inconformada. Principalmente depois que o Passarinho voltou, trazendo notícias da Grande Estufa.

 

O Jardineiro, pela primeira vez, ficou triste ao ouvir o canto do Passarinho. Por um buraco da Grande Estufa, o Passarinho viu que o Agricultor massacrava as mudinhas transplantadas pelo Jardineiro. Ele cobrava delas os frutos que elas ainda não estavam preparadas para dar. Chamava as mudas de incompetentes e burras. A pequena Macieira chorava, enquanto a Pereira pensava em desistir de tudo. E a única coisa de que elas precisavam era de água e tempo. Mesmo assim, a Macieira seguiu forte. Produziu lindíssimas maçãs, mas o sabor era horrível, falso. A Pereira entrou em depressão, porque acreditou que jamais pudesse produzir uma boa pera.

 

Todas as lindas maçãs produzidas foram compradas. Mesmo assim, a Macieira era infeliz, pois sabia que não tinha sabor. Além disso, sentia falta do ar livre, da Borboleta e do Passarinho. A Pereira só definhou.

 

Depois daquele dia, o Jardineiro guardou todas as fórmulas de adubo. Arrumou sua mala e partiu para  outro país. Foi trabalhar em uma fazenda que não vendia mudas nem frutas. Vendia mel. Consumiam ali mesmo todas as frutas, legumes, verduras, mesmo que elas não fossem tão bonitas. Nessa outra fazenda, os proprietários se agradavam de borboletas e passarinhos. Havia muita vida por lá.

 

O Jardineiro ainda sofre de saudades, mas tem uma vida muito agradável em seu novo lar. O nome da fazenda é Vida Real e, por lá, todos acreditam que o Acordo é apenas uma lenda folclórica.

 

 

Escrito por Marisa às 18h31
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Duvido que algum professor tenha alunos mais lindos que os meus!

Escrito por Marisa às 15h57
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Duvido que algum professor tenha alunos mais lindos que os meus!

Da esquerda para a direita: Ana Lúcia, eu, THIAGO, Carol. Mais abaixo o Márcio e seus olhos azuis.

Escrito por Marisa às 13h32
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Loyola

Olha só o charme irresistível do Loyola entre mim e a Susana, que também fez um excelente trabalho inspirado em Não verás país nenhum. Foi um incrível momento de compartilhar. Obrigada, Su! Obrigada, Loyola!

Escrito por Marisa às 13h22
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Gente Boa

 

Aqui estamos, eu e o Fabrício, um de meus alunos mais brilhantes. Sensibilidade e competência textual, além da criatividade e uma pontinha de sagacidade. Fala sério, ninguém merece essa roupa cor-de-rosa!!!!!! ô, mãe... tudo bem que é porque não serviu pra vc, mas não podia ter escolhido um pretinho básico?

Escrito por Marisa às 13h17
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06/03/2009


Loyola em Itu

Pessoas, queridas.

Ontem à noite, foi, sem dúvida, um marco na minha carreira. Foi muito emocionante receber o escritor e jornalista Loyola Brandão na FPM, para a apresentação dos trabalhos dos alunos do curso de Jornalismo e Publicidade, baseados no livro Não verás país nenhum. O ilustre e consagrado escritor emociou-se de verdade pela releitura da obra feita pelos alunos, quase trinta anos depois de sua publicação. Eu fiquei extremamente emocionada pelo calor da platéia, pelas palavras do Loyola, pela oportunidade que me foi dada pelos meus alunos e coordenadores.

 

É verdade, Loyola tem mesmo razão: eu deveria reprovar todos os alunos. Assim, eu poderia ficar mais tempo com mentes tão criativas, inteligentes e, acima de tudo, com essas pessoas com quem convivi em 2008 e com quem tanto aprendi. Obrigada a cada um, em especial aos que estiveram presentes, aos que se destacaram: Silas, Cris, Mariane, Jefferson, Carlinhos, Ale, Cinthia e Rodrigo, Sabrina... Renan, Murilo... Caramba... devo estar esquecendo alguns nomes!!! Valeu, Pessoas!!

 

Obrigada por cada e-mail, por cada abraço... por cada manifestação de apoio. Obrigada, Ieda, minha bruxinha do coração, por compreender a minha expectativa e ansiedade. Eu, com aquela roupa cor-de-rosa, estava tão nervosa... que não consegui disfarçar. Falei mesmo com o coração, pois já não havia razão. Mais uma vez, ponto para o Loyola. Os loucos é quem são os normais.

 

Escrito por Marisa às 16h41
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02/03/2009


Oficina de Escrita Criativa

Não vem, não! Garanto que muita coisa louca rolou nas Oficinas de Escrita Criativa - Escrita Cósmica Universal. Em nossos encontros conosco, com nossas mais profundas ideias, arrancadas nesses momentos íntimos, encontramos um novo tipo de texto. O nosso mesmo, que estava lá... adormecido. Se você já viveu a experiência, comente! Vou colocar aqui um texto que produzi num desses momentos!

Escrito por Marisa às 23h44
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Valer a pena...

Ah, tem alguns alunos que fazem a nossa vida valer a pena. O carinho com que sou recebida por certas classes me deixa realizada. Não há aprendizado se, antes, não houver uma relação de confiança, carinho e, por que não?, amizade entre aluno e professor. É uma relação em que todos aprendem! E como eu tenho aprendido com esses adoráveis adolescentes!

Amo o meu 2o H, isso não é segredo, não consigo disfarçar, não é mesmo Bruninha? Amo meu 1o A e meu 1o B. Ester e Nicolli, vocês são mesmo umas graças!   Aliás, meu 1o G é também genial, embora nos conheçamos tão pouco! Acho o 2o B um oásis, nem sinto que dou aula lá, tamanha a energia do pessoal da terra do vinho! Falar de classes... é ser um pouco injusta com uma fileira imensa de alunos por quem sou apaixonada, em outras tantas classes em que dou aula! Talvez muitos nem desconfiem de minha admiração secreta!

Falar da faculdade, ah... esse é um outro capítulo. Merece uma história. Uma, não! Várias! Com direito a fotografia dos irmãos Martins e tudo mais. Eu prometo postar a saga das minhas encantadoras turmas de Jornalismo e Publicidade! É um amor, assim... digamos... de Itu mesmo! Não é mesmo, Ana??? Amei esse seu bilhete aí de cima! Valeu a foto!

 

Escrito por Marisa às 21h58
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