Confissões de uma Professora


08/09/2009


Depois de uma aula difícil...

Eu quero a minha fada madrinha

 

Estava tão cansada. Era um misto de dormência e vigília quando aquilo apareceu.

Impossível esclarecer se era um sonho ou real. Sonhos são encantados ou são pesadelos. A vida real tem um sabor de loucura indefinível.

 

Olhei para aquilo. Era um duende? Um palhaço? Uma aberração da fada do dente? Um instante imóvel: eu não tinha medo, eu não tinha nada. A vida real nos tira isso, nos tira tudo. Era um estado letárgico em que minha única preocupação era classificar aquilo da forma mais racional possível.

 

“Escovou os dentes?”

 

Ah, eu sabia! A Fada do Dente, diante de mim. Deformada, cabelos de palhaço, coloridos.

 

“Sim, direitinho. Escovei depois do jantar, como sempre, metodicamente. Não consigo dormir se não escovar meus dentes!” – desabafei, pesarosa. Havia muitas outras coisas que não me deixavam dormir, se as ignorasse.... louça na pia, cobertor sobre os filhos...

 

“Ah, ah!” – desaprovação total daquela aberração de Fada do Dente. Ou não era? Era a Cuca? O Bicho Papão? O Homem do Saco?? Mas que saco! Não tinha saco!

 

“Aí está o seu problema... todo dia a mesma coisa. Você é escrava de suas obrigações. Eu estou aqui para acabar com isso!”

 

Ótimo. Era a Morte. Puxa... não pensei que fosse tão feia. Uma mistura de Bozo com aquele filme de terror dos palhaços assassinos e uma pitada de Chuck. Céus! Diante de tantas interrogações – deveriam todas estar estampadas em minha testa, também suada – aquilo se pronunciou mais uma vez. Uma voz terrivelmente irritante e desafinada.

 

“Muito bem, eu sou sua Fada Madrinha! E estou aqui para lhe conceder um único desejo!”

 

Não! Eu não poderia acreditar naquilo! Era uma alucinação horrorosa a minha fada madrinha. Ah, esperei tanto por ela! Quando criança, tantos sonhos! À espera de um príncipe encantado! Agora, depois de velha... me aparece uma aberração!! Não! Nem tinha mais o que pedir. A vida real havia destruído todos os meus sonhos... não! Mas tinha de haver algum! Tinha de haver.

 

Sentei-me na cama e afastei-me para aquilo sentar. Precisaria de tempo, ora bolas! O que pedir, o que pedir???? Eu preciso pedir! Mas não sei o que pedir! “Posso pedir qualquer coisa???”

 

“Sim, já disse... sou sua fada madrinha”

 

“É que você é tão feia!”

 

“É que você é tão velha...!”

 

“As fadas madrinhas ficam feias quando a gente fica velha?”

 

“É uma forma de ver o mundo, entende?”

 

Não. Eu não entendia por que estava conversando com aquilo, àquela hora da madrugada. Mas eu tinha um pedido a fazer. Suspirei.

 

“Vamos, querida, que eu tenho pouco tempo para lhe atender... As filas andam imensas. Somos poucas para atender uma grande demanda.”

 

“Imagino...”

 

“Então...?”

 

Olhei para o lado da cama. O maridão roncando pesado. Também babava um pouco no travesseiro. Era tudo o que eu sonhara – tirando o ronco e a baba – como sendo uma vida feliz. Era carinhoso. Queria envelhecer ao lado daquele ogro-príncipe-encantado. Não queria mudar de ideia. Hmmm, a casa... Era muito pequena, mas adorável. Os filhos... nada a reclamar. Amigos...? Os melhores... Apertei carinhosamente a camada adiposa que se formava na cintura... Lipo? Não... não... meu corpo cheinho não me incomodava... O que pedir, céus!, o que pedir?

 

Aquilo continuava lá, a minha Fada Madrinha com cara de Chuck... esperando. Parecia impaciente. A minha vida parecia perfeita... E eu não sabia o que pedir. E a coisa percebeu.

 

“Algo a deixa triste?”

 

A pergunta era tão simples, tão singela... tão doce... E foi como um raio. Minha mente iluminou-se. Eu estava prestes a fazer o pedido da minha vida. “Sim...”gritei, imediatamente tapando a boca e olhando para o ogro que não acordou. “Há algo que me deixa profundamente triste!”

 

O arremedo de fada suspirou. Finalmente estaria livre em alguns instantes. “E o que é? Louça suja? Casa por limpar? Xixi no boxe do banheiro? Cozinhar para a família inteira? Calos? Unhas quebradas? Joanete? Retoque de raiz em escova definitiva... Vamos, querida, ande logo! Tenho de passar na manicure, ainda!”

 

“O que me deixa mais triste... é quando eu preparo uma aula com aquele empenho... e os alunos sequer tomam consciência da minha presença! Quando me bate aquela solidão danada dentro de uma sala lotada, em que você é vista como uma inimiga... Ou então como uma serviçal qualquer. Sim! É isso!”

 

A fada jogou a lixa com que aparava as unhas horrorosas. Virou os olhos em sinal de tédio profundo. Arrumou as mechas alaranjadas atrás da orelhas enormes. Coçou a careca fazendo careta. “Você... é... professora???”

 

“S-s-sim... achei que soubesse!”

 

“Ora... e por que é que não disse logo?!, Fala sério! Não tenho tempo a perder querida!”

 

Nossa... que terrível foi aquela cena... A tristeza tomou-me por completo diante do que estava para fazer. Dei de ombros. Aquilo poderia ser mesmo um sonho. Proferi, deliciosamente: “Eu quero mudar de profissão!”Esse é o meu pedido.

 

“Então vamos lá... qual profissão querida?”

 

“Quais as mais cotadas para mulheres na minha situação?”

 

“A primeira é... deixa ver... prostituta... vai?”

 

Dessa vez a careta foi minha. “Claro que não...” Olhei novamente para o meu amado ogro. Nem pensar.

 

“Hmm, o segundo... passista de escola de samba?”

 

“Nem pensar, não sei sambar!”

 

“Ascensorista?”

 

“Nossa, alguém pediu isso...?”

 

“Duas professoras de matemática”

 

“Compreendo... mais alguma sugestão?”

 

“Policial do BOPE”

 

“Ta falando sério?”

 

“Fadas madrinhas sempre falam sério, mesmo que tenham cara de Chuck”

 

“Ta bom, acho que já sei... quero ser jornalista e escritora.”

 

“Tem certeza?”

 

“Sim”

 

“Tudo bem... mas continue escovando os dentes, ok?”

 

O ruído foi insuportável. O despertador era inconveniente! Onde já se viu expulsar a Fada-bozo? Era mesmo um sonho, que dúvida. A vida real, incansável, a perseguir-me.

 

Hora de fazer o café... Em instantes... lá estaria eu. Diante da lousa, diante de dezenas de alunos. Suspirando fundo. Contendo uma mágoa profunda... as lágrimas talvez. E eu que fiz um juramento. E eu que passei madrugadas infindáveis debruçada sobre livros para aprender coisas das quais ninguém quer saber mais. E eu que fiz provas de Latim... Outras madrugadas mais esfregando o banheiro, qual Gata Borralheira para quem não existe sapatinho de cristal, nem fadas... nem príncipe encantado. Para quem a mensalidade da faculdade era desumanamente maior que o salário magro de secretária. E mais algumas outras e outras madrugadas insones, lendo, estudando, fazendo planos... tendo consciência de que era possível ser gente, mesmo sendo professora.

 

Eu quero a minha fada madrinha!

 

 

Escrito por Marisa às 18h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/04/2009


Mania de Possuir - Guilherme Arantes

Essa mania de possuir
Mata em nome do amor
Fere o espaço mágico da criação
O sentimento à flor da pele

Essa vontade
De engolir o mundo
Ter tudo nas mãos
Logo pode trazer outra desilusão
Coração que não descansa.

Eu preciso de você do jeito que é
Sem te aprisionar
Eu quero inteira
Quando a gente gosta mesmo
Não quer mudar a pessoa

Quantos vivem de mentiras
Dando a impressão
Que a sua certeza é a verdadeira
Quando a gente enxerga as coisas
Não tapa o sol
Então, me entenda
Esse é o meu jeito.

Escrito por Marisa às 16h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/03/2009


Pessoas especiais, para sempre...

Bru... essa é a minha homenagem à melhor bailarina do mundo!

Escrito por Marisa às 19h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Lindinha!!!

Alguns alunos... a gente nunca mais vai esquecer, né, Tamiris??????

Escrito por Marisa às 18h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Esses irmãos me confundem!

Foi mal, foi mal!!! Mil perdões Thiago!!! Mas eu só consigo guardar sobrenomes!!! Para mim vc é o Martins... Daí toda a confusão. Eu não erro mais. Esse ai de baixo é o THIAGO (agora só falta não ter o Th)

Escrito por Marisa às 18h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O Juliano Poeta e eu...

Vou colocar já a foto aqui, antes que o Juliano fique famoso!!!

Escrito por Marisa às 18h31
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Alunos Nota Dez

Olha... alguns alunos realmente surpreendem a gente. Estou falando do Juliano, do Curso de PP! Olha só o texto produzido na aula sobre Slogan/Haikai, com direito a incenso e música oriental! Tempo para cumprir a tarefa: uns 10 minutos sob pressão. Fantástico, Juliano! Agora eu sou sua fã. A Escrita criativa realmente funciona!

 

"Me sinto leve, onde o mundo não conhece

o peso da responsabilidade.

Eu mergulho em litros d’água.

Ah, o verão, ele é visto como um momento

de cada estação.

Que as geleiras nunca venham a derreter o

meu quintal.

No pequeno e leve som os grilos deram a cantar.

Onde há cigarras, não conseguimos ver as Damas da

noite planar.

Em simples jardim, não podemos ver o canto dos pássaros.

Onde há borboletas

O fogo se esconde

das geleiras do sul se derretem

O sol se esconde

as estrelas aparecem

e os homens descansam...

A folhas caem em um canto

os ventos sopram para o outro

e nós ficamos sempre perdidos.

Você é o cacho da minha mão

Mas não consigo viver sem você

Pois assim vamos lá..."

Juliano Pieroni

 

Escrito por Marisa às 18h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/03/2009


Um e-mail do Loyola

Não! Isso é muita emoção!!! O Loyola acaba de responder meu e-mail de agradecimento!

Marisa,

Aquela noite com a sua turma valeu tanto quanto ganhar o Jabuti de Melhor Ficção com
O Menino que Vendia Palavras.
Viva, viva.
Ignacio

Escrito por Marisa às 19h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O Jardineiro e o Agricultor

Era uma vez um dócil Jardineiro. Aquele das fábulas, que fala com as rosas para que elas cresçam muito bonitas. Ele gostava muito de seu jardim, embora algumas flores, às vezes, o espetassem com seus espinhos. Havia outras que perfumavam seus cabelos e embeveciam os seus olhos.

 

O Jardineiro cuidava de um canteiro de hortaliças, além de um pomar que produzia muitas frutas. Algumas frutas eram feias, disformes, mas, em geral, eram saborosas. Outras frutas eram envenenadas, mas eram colhidas com carinho e descartadas. O Jardineiro mudava o esterco, regava com mais carinho, até que a qualidade das frutas voltasse ao normal.

 

Algumas vezes, também, o Jardineiro errava. E algumas mudinhas morriam antes de desabrochar. Mas aquilo fazia parte de seu trabalho, um trabalho que lhe tomava o dia todo e, às vezes, parte da noite também. Ele sempre ia dormir muito cansado, com as pernas doloridas e as mãos calejadas, mas feliz por ter estado em contato com a terra o dia inteiro. E o Jardineiro passava os dias sorrindo e cantando. Jamais se vira o Jardineiro triste, mesmo durante as piores tempestades.

 

Toda aquela alegria e cheiro de terra incomodava o Agricultor Sombrio. Para ele, o Jardineiro era um idiota. Onde é que já se viu saborear frutas feias? As frutas devem ser lindas para que possam ser vendidas. Não interessa o gosto! Além disso, tudo assim, ao ar livre, era coisa errada, caseira demais. Tudo deveria ficar em estufas, protegido, para que lindo ficasse. Venenos para as pragas, saquinhos nos figos.

 

Muitas vezes o Agricultor tentou convencer o Jardineiro de que ele procedia de maneira incorreta, segundo o Acordo Próprio Ortodoxo Sem Trégua Institucionalizado Legal e Adaptado. Aliás, o Jardineiro odiava o Acordo, não via nele nenhum sentido, além de garantir os lucros na hora da venda.

 

O Jardineiro se alimentava com o que produzia e ganhava um salário do Proprietário, que era um negociante de mudas. Para o Jardineiro, bastava que as mudas tivessem muita energia e vida. Já as plantas mais crescidas, que começavam a dar os primeiros frutos, que pudessem ser recuperadas quando vítimas de alguma imperfeição. Por isso se esmerava na produção de adubos cada vez mais elaborados. Não se preocupava em pôr saquinhos nas frutas, porque lhe agradava o convívio com os pássaros. E quando a casca das frutas estava feia, ele a retirava para comer o conteúdo sempre muito saboroso.

 

Certa feita, discutiram agressivamente. O Agricultor atirou o Acordo no Jardineiro, ferindo-lhe o rosto. Até mesmo a Rosa ficou inconformada. Principalmente depois que o Passarinho voltou, trazendo notícias da Grande Estufa.

 

O Jardineiro, pela primeira vez, ficou triste ao ouvir o canto do Passarinho. Por um buraco da Grande Estufa, o Passarinho viu que o Agricultor massacrava as mudinhas transplantadas pelo Jardineiro. Ele cobrava delas os frutos que elas ainda não estavam preparadas para dar. Chamava as mudas de incompetentes e burras. A pequena Macieira chorava, enquanto a Pereira pensava em desistir de tudo. E a única coisa de que elas precisavam era de água e tempo. Mesmo assim, a Macieira seguiu forte. Produziu lindíssimas maçãs, mas o sabor era horrível, falso. A Pereira entrou em depressão, porque acreditou que jamais pudesse produzir uma boa pera.

 

Todas as lindas maçãs produzidas foram compradas. Mesmo assim, a Macieira era infeliz, pois sabia que não tinha sabor. Além disso, sentia falta do ar livre, da Borboleta e do Passarinho. A Pereira só definhou.

 

Depois daquele dia, o Jardineiro guardou todas as fórmulas de adubo. Arrumou sua mala e partiu para  outro país. Foi trabalhar em uma fazenda que não vendia mudas nem frutas. Vendia mel. Consumiam ali mesmo todas as frutas, legumes, verduras, mesmo que elas não fossem tão bonitas. Nessa outra fazenda, os proprietários se agradavam de borboletas e passarinhos. Havia muita vida por lá.

 

O Jardineiro ainda sofre de saudades, mas tem uma vida muito agradável em seu novo lar. O nome da fazenda é Vida Real e, por lá, todos acreditam que o Acordo é apenas uma lenda folclórica.

 

 

Escrito por Marisa às 18h31
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Duvido que algum professor tenha alunos mais lindos que os meus!

Escrito por Marisa às 15h57
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Duvido que algum professor tenha alunos mais lindos que os meus!

Da esquerda para a direita: Ana Lúcia, eu, THIAGO, Carol. Mais abaixo o Márcio e seus olhos azuis.

Escrito por Marisa às 13h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Loyola

Olha só o charme irresistível do Loyola entre mim e a Susana, que também fez um excelente trabalho inspirado em Não verás país nenhum. Foi um incrível momento de compartilhar. Obrigada, Su! Obrigada, Loyola!

Escrito por Marisa às 13h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Gente Boa

 

Aqui estamos, eu e o Fabrício, um de meus alunos mais brilhantes. Sensibilidade e competência textual, além da criatividade e uma pontinha de sagacidade. Fala sério, ninguém merece essa roupa cor-de-rosa!!!!!! ô, mãe... tudo bem que é porque não serviu pra vc, mas não podia ter escolhido um pretinho básico?

Escrito por Marisa às 13h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

06/03/2009


Loyola em Itu

Pessoas, queridas.

Ontem à noite, foi, sem dúvida, um marco na minha carreira. Foi muito emocionante receber o escritor e jornalista Loyola Brandão na FPM, para a apresentação dos trabalhos dos alunos do curso de Jornalismo e Publicidade, baseados no livro Não verás país nenhum. O ilustre e consagrado escritor emociou-se de verdade pela releitura da obra feita pelos alunos, quase trinta anos depois de sua publicação. Eu fiquei extremamente emocionada pelo calor da platéia, pelas palavras do Loyola, pela oportunidade que me foi dada pelos meus alunos e coordenadores.

 

É verdade, Loyola tem mesmo razão: eu deveria reprovar todos os alunos. Assim, eu poderia ficar mais tempo com mentes tão criativas, inteligentes e, acima de tudo, com essas pessoas com quem convivi em 2008 e com quem tanto aprendi. Obrigada a cada um, em especial aos que estiveram presentes, aos que se destacaram: Silas, Cris, Mariane, Jefferson, Carlinhos, Ale, Cinthia e Rodrigo, Sabrina... Renan, Murilo... Caramba... devo estar esquecendo alguns nomes!!! Valeu, Pessoas!!

 

Obrigada por cada e-mail, por cada abraço... por cada manifestação de apoio. Obrigada, Ieda, minha bruxinha do coração, por compreender a minha expectativa e ansiedade. Eu, com aquela roupa cor-de-rosa, estava tão nervosa... que não consegui disfarçar. Falei mesmo com o coração, pois já não havia razão. Mais uma vez, ponto para o Loyola. Os loucos é quem são os normais.

 

Escrito por Marisa às 16h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/03/2009


Oficina de Escrita Criativa

Não vem, não! Garanto que muita coisa louca rolou nas Oficinas de Escrita Criativa - Escrita Cósmica Universal. Em nossos encontros conosco, com nossas mais profundas ideias, arrancadas nesses momentos íntimos, encontramos um novo tipo de texto. O nosso mesmo, que estava lá... adormecido. Se você já viveu a experiência, comente! Vou colocar aqui um texto que produzi num desses momentos!

Escrito por Marisa às 23h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil

Histórico